
Amada, a face oculta ou não sob o pano de fundo,
Faz-se impossível eu chorar toda a sua dor.
Sem distância entre sua pena e minha folha rosto,
Aqui estou eu com expressão guardando a sua arte.
Imensuráveis, as páginas da sua vida que me confiastes,
Mais que você, amei-as, sorri e chorei-as por ti cada dia.
Enquanto seguias feliz seu caminho, não me escrevias,
Esqueceu-me. Revendo-me casualmente em noites frias.
O seu aniversário, dia que eu destaco com carinho,
Ano após anos acolhi em mim, nas folhas amareladas,
Numa solidão que eu aceito pela minha condição de ser,
O seu diário, relicário das suas emoções, e da sua vida.
Abra-me e reveja quão felizes fomos quando me acarinhavas,
Em cada linha escrita está o sol do sorriso, o calor das mãos.
O úmido das suas lágrimas que marcou-nos indelevelmente,
Permanecendo até hoje como sinal da nossa cumplicidade.
Venha a mim querida minha, abro-me novamente, leia-me.
Não deixarei que sua solidão, manifeste incertezas vãs.
Guardei-me para você, agora não me despreze mais, alie-se,
Encontrará em mim o regresso, pois nunca me esqueci do seu dia.
Sou o seu presente, fui seu passado, serei seu futuro,
Hoje obscuro, pelo ingresso da sensação de perda.
Mas sorria novamente amada, ainda tenho muitas páginas,
E essa é a mais especial, pois os parabéns eu lhe dedico.
E até daqui a um segundo,
Um minuto,
Uma hora,
Ou mais trezentos e sessenta e cinco dias.
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