in voz; José Silveira
http://www.clesioboeira.com/meump3/CDST-o-sabia-sabia-assobiar.mp3
Curumim de olhar miúdo,
esverdeou
dentro da mata
cerrada.
Raios de sol
filtravam multicoloridos
entre as folhas e galhos
do tutor centenário.
Visão fantasmagórica
da natureza incólume.
Um mundo verde,
palco do imenso teatro.
Reino fábula ou verdade,
do Saci,
do Curupira,
e da Iara.
Apagados.
De lá,
junto aos trinos,
eu ouvi essas histórias,
e não me sai da lembrança
desde que eu era menino.
Previa-se o fim do verde...
Eu sabia...
Eu sabia que o sabiá sabia assobiar.
Aí...
Ouvi um canto de lamento,
vindo da floresta devastada.
"aqui minha poesia voa com mais liberdade"~.~.~.~.~.~.~.~.~Praia de Itaipu, Niterói- RJ - BR
AMIGOS QUE ME SEGUEM
EU O MUNDO, O MUNDO E EU
23 de novembro de 2009
18 de novembro de 2009
IMPERFEIÇÕES
in voz; José Silveira
Na, minh’alma
submersa...
esconde um ser, sem retrato
se faz indefinido esse traço,
ora translúcido, ora opaco.
Na, minh’alma
dispersa...
habita um ser, displicente
desdenha, deserta e mente
sempre que preciso de mim.
Na, minh’alma
há loucura...
regurgito-a na voz rouca,
sufoca-me quando declamo,
impedindo que ela me ouça.
Na, minh’alma
impura...
transbordante de candura,
germina poesia, bem regada,
que escorre pelas sarjetas da lua.
Na, minh’alma
vagabunda...
descobri que há um ser que ama,
que sabe do amor toda a trama,
e de onde tudo oriunda.
Na, minh’alma
cedente...
habita um ser, que quer ser selva,
na imperfeição, é simples relva,
e basta, pra que tu não pises no chão.
Na, minh’alma
há emoções...
aliás; é a única coisa
em mim impregnada,
com algumas perfeições.
16 de novembro de 2009
OUTRO INDIGENTE
in voz; José Silveira
http://www.clesioboeira.com/meump3/CDST-%20outro%20indigente.mp3
Murmúrios
da fome.
Palavras nulas.
Sem travessão,
sem interrogação,
sem exclamação,
vírgula...
Com ponto final.
Palavras
emudecidas.
Apenas
um olhar,
driblando-as.
a do Retirante
cambaleante.
Sem prumo,
sem rumo,
Arrastando,
o que lhe resta.
Na fresta da vida,
na sarjeta.
cai.
Sobre o ombro,
o peso do olhar,
extático.
Olhar refletido,
na vitrine
do bar,
no mar.
Por passantes;
é pisado,
cuspido,
humilhado.
um corpo;
alheio,
inerte,
caído.
Óbito refletido
na vitrine do bar,
refletindo...
um morto,
velado
pela brisa
do mar.
http://www.clesioboeira.com/meump3/CDST-%20outro%20indigente.mp3
Murmúrios
da fome.
Palavras nulas.
Sem travessão,
sem interrogação,
sem exclamação,
vírgula...
Com ponto final.
Palavras
emudecidas.
Apenas
um olhar,
driblando-as.
a do Retirante
cambaleante.
Sem prumo,
sem rumo,
Arrastando,
o que lhe resta.
Na fresta da vida,
na sarjeta.
cai.
Sobre o ombro,
o peso do olhar,
extático.
Olhar refletido,
na vitrine
do bar,
no mar.
Por passantes;
é pisado,
cuspido,
humilhado.
um corpo;
alheio,
inerte,
caído.
Óbito refletido
na vitrine do bar,
refletindo...
um morto,
velado
pela brisa
do mar.
13 de novembro de 2009
RASCUNHOS DE MIM

in voz; José Silveira
Há aqui, um cesto de papéis,
Do lado da minha escrivaninha.
Há bolas disformes, amassadas,
Lixo das idéias minhas.
E em cima da mesa, há,
Lápis, canetas e uns tinteiros,
Folhas alvas abandonadas, e é só.
Nada mais que seja alvissareiro.
Há um poeta aqui sentado,
Nesta fria cadeira giratória,
Tentando fazer um retrospecto
Do que é sua vida, sua história.
Olho para o cesto de papéis,
Bem ao lado da minha escrivaninha.
As bolas amassadas, aqui estão.
Meus restos recusados de memória
O poeta está só, sinto-me só,
Fugiu de mim, até a poesia.
Sou como as folhas amassadas,
Agora sem nenhuma serventia.
11 de novembro de 2009
GOSTO DO GOSTO DA SAUDADE
in voz: José Silveira
http://www.clesioboeira.com/meump3/CDST-gosto%20do%20gosto%20da%20saudade.mp3
Tempos de menino.
Desconhecia as diferenças,
dos perigos espreitados da vida.
Mas talvez não as demências,
das ralhas dos velhos da família
Se é que velhos seriam!
Pois hoje sei o que é ser;
avô, avó, tio e tia.
Mãe e pai.
Piamente acreditava,
[ainda acredito]
Que nunca envelheceriam.
Para sempre; santas e heróis
Sendo assim; velhos jamais.
Mais os farrapos do baú
ficaram a mostra.
Não senti,
mas o tempo havia passado.
Moveu a roda da mó,
e o riacho o moinho,
que movia o monjolo
dia e noite, noite e dia.
para pilar o café
fazendo canjica quebrada
'pros passarinhos bicar'.
Ah! cheiro bom...
Perfumando a pradaria.
Passa aqui,
um filme na minha cabeça.
O carro de boi na estrada,
rangendo a roda ao vento.
Um canto, mais um lamento
ecoando na minha terra,
chão pisado de boiada,
barro ocre lamacento.
Liga não, dessa voz embargada.
É que a noite vem calada
e de chorar, dá vontade.
gosto do gosto da saudade,
do brilho nos olhos que isso traz.
Gosto do alumiar dos pirilampos
nos campos férteis da memória.
gosto de gostar disso,
de ser velho,
de tomar essa atitude,
dar adeus a juventude...
E ficar pra outra história.
http://www.clesioboeira.com/meump3/CDST-gosto%20do%20gosto%20da%20saudade.mp3
Tempos de menino.
Desconhecia as diferenças,
dos perigos espreitados da vida.
Mas talvez não as demências,
das ralhas dos velhos da família
Se é que velhos seriam!
Pois hoje sei o que é ser;
avô, avó, tio e tia.
Mãe e pai.
Piamente acreditava,
[ainda acredito]
Que nunca envelheceriam.
Para sempre; santas e heróis
Sendo assim; velhos jamais.
Mais os farrapos do baú
ficaram a mostra.
Não senti,
mas o tempo havia passado.
Moveu a roda da mó,
e o riacho o moinho,
que movia o monjolo
dia e noite, noite e dia.
para pilar o café
fazendo canjica quebrada
'pros passarinhos bicar'.
Ah! cheiro bom...
Perfumando a pradaria.
Passa aqui,
um filme na minha cabeça.
O carro de boi na estrada,
rangendo a roda ao vento.
Um canto, mais um lamento
ecoando na minha terra,
chão pisado de boiada,
barro ocre lamacento.
Liga não, dessa voz embargada.
É que a noite vem calada
e de chorar, dá vontade.
gosto do gosto da saudade,
do brilho nos olhos que isso traz.
Gosto do alumiar dos pirilampos
nos campos férteis da memória.
gosto de gostar disso,
de ser velho,
de tomar essa atitude,
dar adeus a juventude...
E ficar pra outra história.
8 de novembro de 2009
ENFIM, AMANHECEU
in voz; José Silveira
http://www.clesioboeira.com/meump3/CDST-enfim,%20amanheceu.mp3
É de manhã.
Respiro fundo.
Abro a janela
sorrateiramente.
Aproveito e;
revivo
meus pensamentos.
Os obscuros.
Tento
apagá-los.
Se,
da vida.
Se,
da morte.
Se,
do sonho,
Se,
da realidade.
Não importa.
Conseguirei.
Não
lembrarei mais.
Mas arrepio-me
do voltar
da noite.
Quando eu...
Percorro
o imenso
retângulo.
A cama.
E faço do
travesseiro
meu
confessor.
E choro
de amor.
http://www.clesioboeira.com/meump3/CDST-enfim,%20amanheceu.mp3
É de manhã.
Respiro fundo.
Abro a janela
sorrateiramente.
Aproveito e;
revivo
meus pensamentos.
Os obscuros.
Tento
apagá-los.
Se,
da vida.
Se,
da morte.
Se,
do sonho,
Se,
da realidade.
Não importa.
Conseguirei.
Não
lembrarei mais.
Mas arrepio-me
do voltar
da noite.
Quando eu...
Percorro
o imenso
retângulo.
A cama.
E faço do
travesseiro
meu
confessor.
E choro
de amor.
ADÔNIS
http://www.clesioboeira.com/meump3/CDST-adonis.mp3
Acorda.
Da janela,
bela manhã.
Sol brilhante,
moldura celeste.
Levanta-se.
Barbeia-se.
Perfuma-se.
Veste-se
do seu melhor;
de azul.
Pés nus.
À mesa,
a garrafa.
Do gargalo,
o primeiro trago.
Bela manhã!
Apossa-se da pena.
Sorri.
Do cabeçalho,
em caixa alta,
segue escrevendo.
Voando errante,
além da imaginação.
O poeta elegante.
7 de novembro de 2009
TORTURADO
http://www.clesioboeira.com/meump3/CDST-torturado.mp3
Eu,
Não sei mais quem sou.
Tenho mãos a ferro.
E entre ferros,
Pouso o meu rosto.
Covardemente imolado,
Transfigurado,
Amargurado.
Dor.
Não me incomoda mais,
É o menor dos sofrimentos.
Entrelinhas,
Esperança.
Ou melhor.
Não querer,
Esperança.
Talvez.
Nada querer,
Nem esperança.
Assim.
Fico livre de desejos.
Fico eu.
6 de novembro de 2009
POR ISSO...
in voz; José Silveira
http://www.clesioboeira.com/meump3/CDST-por-isso.mp3
Minha casa é de samba
e o terreiro é de festas
um lugar de alegria
isso é bom e bem normal
o cardápio é o de sempre
e bastante trivial
todo mundo come e bebe
e ninguém sai falando mal.
Cachaça, cerveja e bela poesia
me aquece o coração
depois tem amor, cafuné e chamego
e um tira gosto
que afasta o tal do desgosto
e libera a emoção.
Mas, eu não posso esquecer
para o samba não morrer
tenho que estar sempre aqui
pra bater o meu pandeiro
e tocar o meu tan tan
e o meu cavaco maneiro
eu vou até de manhã.
Menina, me embalo nos teus braços
no meu violão com seus traços
São vocês dois, minhas sinas.
Por isso...
eu não deixo a boemia...
‘vadeio’ na esquina,
que nem Clementina.
tirando uma onda,
de mestre Cartola.
e de Paulinho da Viola,
sou sambista.
Se; tu quiser ‘curtir’ meu samba
Chegue pra roda de bamba
Lá no fundo do quintal.
http://www.clesioboeira.com/meump3/CDST-por-isso.mp3
Minha casa é de samba
e o terreiro é de festas
um lugar de alegria
isso é bom e bem normal
o cardápio é o de sempre
e bastante trivial
todo mundo come e bebe
e ninguém sai falando mal.
Cachaça, cerveja e bela poesia
me aquece o coração
depois tem amor, cafuné e chamego
e um tira gosto
que afasta o tal do desgosto
e libera a emoção.
Mas, eu não posso esquecer
para o samba não morrer
tenho que estar sempre aqui
pra bater o meu pandeiro
e tocar o meu tan tan
e o meu cavaco maneiro
eu vou até de manhã.
Menina, me embalo nos teus braços
no meu violão com seus traços
São vocês dois, minhas sinas.
Por isso...
eu não deixo a boemia...
‘vadeio’ na esquina,
que nem Clementina.
tirando uma onda,
de mestre Cartola.
e de Paulinho da Viola,
sou sambista.
Se; tu quiser ‘curtir’ meu samba
Chegue pra roda de bamba
Lá no fundo do quintal.
3 de setembro de 2009
O ARTÍFICE
Basta um breve e ávido olhar
em velhas e carcomidas cascas,
toscas lascas de madeira oca,
desprezadas pela mãe natureza,
atento; num salto as arrebata.
Mestre Dico, o artífice,
é o que é. pelo que faz:
Corta, raspa,talha e pinta,
pari sem dor sem gemido
mais uma peça de arte,
com tino de cirurgião.
Nas obras, projeta seus sonhos,
ilusões, poesias, pesadelos
vômitos e clamores sociais;
amores, flores, e demônios,
que surgem em tons vigorosos;
ora côncavos, ora convexos,
no contexto ou reverso,
e sem avexo. É surreal.
Com pinceladas de cores,
colori elevando a sua arte,
adereços ‘sui generis, décor’,
saem das mãos desse artista,
magicamente aperfeiçoadas,
talvez lapidadas por deuses.
(outras cascas, obras do Dico Athayde)
http://www.athaydeemcasca.blogspot.com/
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P R Ê M I O D A R D O S
Agradeço esta distinção significativamente importante. Pelo prêmio em si, incentivador, assim como; pelo grande prazer de eu ter sido indicado a recebê-lo por iniciativa da poetisa Helen De Rose, que vê no meu trabalho, a possibilidade das minhas modestas contribuições crescerem em prol da escrita, pelos contos, prosas e poesias.
EDIÇÕES, PREMIAÇÕES
'ANTOLOGIA' - "TRAGO-TE UM SONHO NAS MÃOS"
Poesia infantil: Plum, Ploc, Trec, Blem... Viva!
Poesia infantil: Fadas meninas
Poesia infantil: O nariz do pirilampo
Temas Originais Editora - Coimbra, Portugal, 2010
ANTOLOGIA DOS 7 PECADOS
Sobre a 'GULA' : Beijo, Goiabada e queijo
ESAG - Edição BlogToh - Barcelos - Portugal, 2010
ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS - 49° Volume
Poesia: Faço poesia porque eu não posso dizer que te amo
http://www.camarabrasileira.com.pc49.htm/ - Rio de Janeiro - RJ
ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS – 46° Volume
Poesia: “Tango a La Rubra Rose” - 2008
www.camarabrasileira.com/pc46.htm - Rio de Janeiro - RJ
ANTOLOGIA DE POEMAS DEDICADOS Edição - 2008
Poesia: “Escrita vazia” - 2008 www.camarabrasileira.com/poemasdedicados2008.htm - Rio de Janeiro - RJ
ANTOLOGIA DE CONTOS FANTÁSTICOS -14° Volume Conto: “O mar está pra peixe, feliz Ano Novo” - 2008
www.camarabrasileira.com/contosfantasticos14.htm - Rio de Janeiro - RJ
ANTOLOGIA POÉTICA, POESIA DA METRÓPOLE
Poesia: "Comparação" - 1991
Litteris Editora - Rio de Janeiro - RJ
DECLARAÇÃO DE AMOR
'Prefácio' , 2010
Câmara Brasileira e Jovens Editores - Rio de Janeiro - RJ
EPISÓDIOS GEOMÉTRICOS (O Livro das Crônicas)
'Posfácio' , 2011
Temas Originais Editora - Coimbra - Portugal
I ENCONTRO DE ESCRITORES - ANDEF
'Palestrante', 2010
Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos
Poesia infantil: Plum, Ploc, Trec, Blem... Viva!
Poesia infantil: Fadas meninas
Poesia infantil: O nariz do pirilampo
Temas Originais Editora - Coimbra, Portugal, 2010
ANTOLOGIA DOS 7 PECADOS
Sobre a 'GULA' : Beijo, Goiabada e queijo
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Poesia: Faço poesia porque eu não posso dizer que te amo
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Poesia: “Tango a La Rubra Rose” - 2008
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Poesia: “Escrita vazia” - 2008 www.camarabrasileira.com/poemasdedicados2008.htm - Rio de Janeiro - RJ
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Poesia: "Comparação" - 1991
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DECLARAÇÃO DE AMOR
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'Posfácio' , 2011
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I ENCONTRO DE ESCRITORES - ANDEF
'Palestrante', 2010
Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos








