
in voz; José Silveira
Há aqui, um cesto de papéis,
Do lado da minha escrivaninha.
Há bolas disformes, amassadas,
Lixo das idéias minhas.
E em cima da mesa, há,
Lápis, canetas e uns tinteiros,
Folhas alvas abandonadas, e é só.
Nada mais que seja alvissareiro.
Há um poeta aqui sentado,
Nesta fria cadeira giratória,
Tentando fazer um retrospecto
Do que é sua vida, sua história.
Olho para o cesto de papéis,
Bem ao lado da minha escrivaninha.
As bolas amassadas, aqui estão.
Meus restos recusados de memória
O poeta está só, sinto-me só,
Fugiu de mim, até a poesia.
Sou como as folhas amassadas,
Agora sem nenhuma serventia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário