
Com as duas faces, afaga,
Encena, empurra, embala,
Sobre a boca, ela fecha e cala,
Joga pedra no sonho, e rala.
Mão que segura e que fala,
E que fundi o ferro em fornalha,
Moldando na forma ou na malha,
A vida ou a morte, que valha.
Mão que empunha o aço e declara,
Que a arma tem fogo e não falha,
É dela que com o dedo na tralha,
Fere, mata, e morre à bala.
Desses crimes, acaba na malha,
A crueza estampada na cara,
E o fim da poesia não se instala,
Que não é fim nem começo é vala.
Encena, empurra, embala,
Sobre a boca, ela fecha e cala,
Joga pedra no sonho, e rala.
Mão que segura e que fala,
E que fundi o ferro em fornalha,
Moldando na forma ou na malha,
A vida ou a morte, que valha.
Mão que empunha o aço e declara,
Que a arma tem fogo e não falha,
É dela que com o dedo na tralha,
Fere, mata, e morre à bala.
Desses crimes, acaba na malha,
A crueza estampada na cara,
E o fim da poesia não se instala,
Que não é fim nem começo é vala.
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