
Paro e olho para o céu
o mesmo do sol e da lua
e todo aquele vai e vem
veio trazendo a lembrança
enquanto a linha desenrola
da minha colorida pandorga,
que é pipa, que é papagaio
que também é uma seta
só que não tem rabiola.
Ta com medo tabaréu...
Minha linha é de papel...
Que bom ver a vida bailando
naquele fundo celeste
num contraste de mil cores
em pedaços de papel seda
amarrados em varetas
frações de pura alegria
do menino citadino
de coração interiorano.
Olhar atento e safado
sisudo ao desacato
bolsos cheios de gude
numa das mãos a fieira
Feita de fio de algodão
uma rodada no ar e...
Zingue... Zumm!...
Bico de prego cravando,
na terra de chão batido
até a poeira é lembrada
na emoção do tempo ido.
Roda pião!
Bambeia pião!
Finda a ilusão do menino
foi morrendo aos pedacinhos
com a lembrança moribunda
só sobreviveu a pandorga.
Olhe ela lá no céu!
Não me reconhece mais
talvez por causa tempo
passou dessas brincadeiras
que a idade já não mais
outorga.
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