
Para rir do meu humor
vesti-me de negro.
Contrariando;
o deslumbre visto do alto.
Refletida no horizonte,
uma cor sobressai
a branca,
da paz, serenidade.
Continuei de negro.
Teimosamente,
E outra mais sobressai;
a verde,
da esperança, da vida, da natureza.
Insisti no vôo,
revestido de negro,
arraigado no meu humor,
mal humor...
regurgitando vãs palavras,
em sensações falsas de liberdade.
Incomodo vazio,
gosto amargo na boca,
sabor de arrependimento.
Cessam os relâmpagos na tempestade,
e o olhar, límpido vagando no tempo,
um templo multicolorido,
agora transmutado.
E eu poeto assim,
solitário em pensamento
lembrando-me de ti,
dos teus olhos negros
sedutores,
que me olham,
despem-me do humor,
e das vestes negras.
Eu condor... em vôo.
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