AMIGOS QUE ME SEGUEM

EU O MUNDO, O MUNDO E EU

8 de abril de 2008

SILHUETA D’ÁGUA E MEL


Mel, é a silhueta d'água
Mais transparente, bela e pura,
E seus poemas são,
Maviosos qual u'a música,
Sonoros,
Com letra,
E partitura.
Dos poemas que não escreves,
Não lerei,
Eu não mereço.
E aqueles que escondes em arca,
Se for seu mais rico tesouro,
Guarde-o para si com apreço.

7 de abril de 2008

ESCRITA VAZIA


Na mesa do bar
Com o pensar em falso.
Eu desfiz os traços
Do meu poema torto.

Arrastei pra mim
A cadeira de braços.
Apoiei os meus pés
Bêbados e descalços.

Procurei a caneta
No copo de pinga.
Usei-a magistralmente
Para misturar as letras.

Abracei novamente
Sem muito gosto.
Refiz o meu poema,
O que jazia morto.

Olhei para o papel
De escrita vazia.
Disse cambaleante,
Que declamaria.

Saí pela rua,
Cantarolando.
Só eu via
No poema...
Poesia.


PINGUE-PONGUE


PING...

Olhando para o imenso céu azul
Eu vi uma estrela fulgurante,
Tive, a certeza absoluta.
Era você, piscando os olhinhos
Cintilantes.


PONG...

Neste imaculado azul sem fim
Você é do céu, o mais lindo astro.
E essa forte luz que me ilumina
São seus olhos de cometa
Com o seu rastro.

MARCAS DE MIM


Os rastros
Que eu deixo na areia.
São minhas marcas,
Indeléveis de um passado.

Os sulcos,
Tão profundos, reconheço-os,
Cederam, com o peso,
Dos meus pecados.

Reencontrei-me.
O velho homem é finado,
As mãos, me voltaram as dos amigos,
Daqueles, sempre por mim amados.

Tarde, mas antes que fosse nunca,
Pois o tempo do ocaso se aproxima.
Procuro me abrandar das tristes cenas,
O que antes, achava ser minha sina.

Vislumbro o sorriso
Dos amigos.
Aos poemas,
Saídos da minha pena.

Se eu morrer
Neste segundo, vou feliz.
Pois só quis fazer de mim.
Servil mecenas.

REVELAÇÃO















Você mulher, que, me reparas tanto,
Tão atenta, ou talvez preocupada.
Bem sabes, e tudo de mim conheces,
Meus clamores, lamentos e caminhadas.

Sinto que alguma coisa está havendo,
Quando a vejo, distraída, e olhar perdido.
Quem sabe, precisando quem te escute,
Agora sei o que aguça os meus sentidos.

Os motivos muito ou poucos, eu me importo,
Não percebes, mas eu fico atormentado.
Por você, que me livrou de tantas dúvidas,
Eis me fiel, seu amigo inveterado.

Fico Infeliz, por assim acontecer,
Somos cúmplices, de todos os nossos atos.
Refugio-me em alguns copos de bebida,
Para esquecer-se do que é real ou abstrato.

No momento, permaneço nesse hiato,
Vivendo a minha vida sem ninguém.
Que me ame, ao menos por uns momentos,
Que me queira, e precise de alguém.

É uma fase, que muito tenho pensado,
Perguntando-me: Afinal onde encontrar?
É possível que esse alguém esteja perto,
Agora sóbrio, talvez possa enxergar.

Torces, para que eu enterre o passado,
E dos motivos que me fez tanto mudar.
Te confesso desse mal estou curado,
Pior seria você não se preocupar.

Algum dia, tu ainda me verás,
Radiante como um dia ensolarado.
E aí, com certeza tu dirás,
Este homem está feliz. Ele é amado.

PALAVRAS CULTIVADAS

As palavras
Que cultivas
Já são férteis.

O Poeta
Que da pena
Faz o arado.

Cujos sulcos
Aprofundas
Em boa terra.

Semeando
As escritas
Que redunda.

Grande colheita
Nesse campo
Das palavras.

Sem dúvida
Toda liberdade
Fecunda.

4 de abril de 2008

ODE A UM AMIGUIRMÃO


Surgido do inferno ou céu,

ó senhor das metamorfoses,

poeta manipulador de letras,

transformador de palavras,

alquimista do fel ao mel.

3 de abril de 2008

CIRANDA DA JABUTICABA

Ô... Dona Jô...
Cadê essa mureca...
Ô... Dona Jô...
Cadê essa buneca...

Pa-re-ce gente grande
Mas ela é criança
Que garota sapeca
De cabelo de trança.

Ô... Dona Jô...
Cadê essa criança
Ô... Dona Jô...
A sua esperança

Que coisa gostosa
É entrar nessa dança
E que felicidade
Toda essa festança.

Ô... Dona Jô...
Essa musica não acaba
Ô... Dona Jô...
Se melhorar estraga.

Ficou crescidinha
O amor a esperava
Calçou a sandalinha
E partiu pra estrada.

Ô... Dona Jô...
De saudade chorava
Ô... Dona Jô...
Por essa não esperava.

A menina voltou
De opinião formada
Subiu no pé da planta
Comeu jabuticaba.

Ô... Dona Jô...
A festança acabou
Ô... Dona Jô
E agora eu me vou.

Espero que goste
Dessa cantoria
Despretensiosa
Mas com muito... Amor.

1 de abril de 2008

CAMINHO DA ROÇA


Piuí... Piuí...

Lá vem,
Quem vem,
Balançando nos trilhos,
Lá vem o trem.

Vem lá,
De lá,
Soltando fumaça,
E mais balançar.

Demais eu queria,
E tinha a esperança,
De rever essa gente,
Cheia de alegria.

Chegou, é festa
Parou na estação.
Palpitou o meu peito
De tanta emoção.

Piuí... Piuí...

Já vai, já vai,
O trem vai partir
Levando com ele
O meu coração.

Levando pra longe
Essa gente querida
E toda lembrança
Que tenho da vida.

Lá foi, o trem
Sumindo na curva,
Se foi, sumiu
No meio da chuva.

Piuí... Piuí...

ESCRIBAS vs POETAS


Tem o ego inflamado
Alguns escribas,
Os donos da verdade,
Pseudo sábios das entrelinhas.

Fazem de suas leituras
O seu prazer egocêntrico,
Denegrindo textos soltos, obras,
E edições em brochuras.

Da minha escrivaninha
E a pena como chave.
Abro o portal do caminho
Dos meus pensamentos.

Sem me importar
Se a crítica há ou não decência.
Pois, se poeta sou ou não, para mim,
O que escrevo é referência.

Bem haja,
Cada um com sua arte,
Inclusive os que tudo acham ruim.
Nesse mister... Criticar faz parte.

Cabe a nós, chamados de imortais,
Escrever com prazer, sem heresia.
Compondo versos de pleno amor, ou ódio,
Imortalizando poemas e poesias.

P R Ê M I O D A R D O S

P R Ê M I O     D A R D O S
Agradeço esta distinção significativamente importante. Pelo prêmio em si, incentivador, assim como; pelo grande prazer de eu ter sido indicado a recebê-lo por iniciativa da poetisa Helen De Rose, que vê no meu trabalho, a possibilidade das minhas modestas contribuições crescerem em prol da escrita, pelos contos, prosas e poesias.

EDIÇÕES, PREMIAÇÕES

'ANTOLOGIA' - "TRAGO-TE UM SONHO NAS MÃOS"

Poesia infantil: Plum, Ploc, Trec, Blem... Viva!

Poesia infantil: Fadas meninas

Poesia infantil: O nariz do pirilampo

Temas Originais Editora - Coimbra, Portugal, 2010



ANTOLOGIA DOS 7 PECADOS

Sobre a 'GULA' : Beijo, Goiabada e queijo

ESAG - Edição BlogToh - Barcelos - Portugal, 2010




ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS - 49° Volume

Poesia: Faço poesia porque eu não posso dizer que te amo

http://www.camarabrasileira.com.pc49.htm/ - Rio de Janeiro - RJ



ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS – 46° Volume

Poesia: “Tango a La Rubra Rose” - 2008

www.camarabrasileira.com/pc46.htm - Rio de Janeiro - RJ



ANTOLOGIA DE POEMAS DEDICADOS Edição - 2008

Poesia: “Escrita vazia” - 2008
www.camarabrasileira.com/poemasdedicados2008.htm - Rio de Janeiro - RJ



ANTOLOGIA DE CONTOS FANTÁSTICOS -14° Volume Conto: “O mar está pra peixe, feliz Ano Novo” - 2008

www.camarabrasileira.com/contosfantasticos14.htm - Rio de Janeiro - RJ



ANTOLOGIA POÉTICA, POESIA DA METRÓPOLE

Poesia: "Comparação" - 1991


Litteris Editora - Rio de Janeiro - RJ



DECLARAÇÃO DE AMOR

'Prefácio' , 2010

Câmara Brasileira e Jovens Editores - Rio de Janeiro - RJ



EPISÓDIOS GEOMÉTRICOS (O Livro das Crônicas)

'Posfácio' , 2011

Temas Originais Editora - Coimbra - Portugal



I ENCONTRO DE ESCRITORES - ANDEF
'Palestrante', 2010
Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos

ENTREVISTAS - MENÇÃO QUALIDADE PROSA FEVEREIRO 2009

Site de Poesia

Luso-Poemas - Poemas de amor, cartas e pensamentos

Site de Poesia

Buffering...