http://www.youtube.com/watch?v=yE9ip-R9ezc
do alto de uma nuvem, eu,
José flutuava com espanto.
acima de mim havia santos,
as dores não mais havia,
eu não usava mais óculos,
e li, que escreveram na areia
que o meu nome era José.
no poema escrito, ficara:
‘parido duma mulher mãe,
que num cartório firmara,
por um homem dito pai,
desde quando criancinha. ’
junto com a história morreu;
José era esse nome o meu.
noutras nuvens em movimento,
num bailado; triste e lento.
ora arrastando-me ao ocaso
rodopiando sobre as labaredas,
eram as chamas do inferno.
que voltavam ligeiras, de ré
sombreando aquela praia que
na areia escreveram José.
José; muito assim fui chamado,
para suscitar dúvidas, arguido,
qual no poema de Drummond.
mas não confundam, não era eu,
o tal da festa acabada dita.
fui outro; um José menos amado.
amado, tão quanto fui odiado
por não professar una fé.
a poesia ficou;
‘eu me chamava José’.
o sonho acabou,
a vida acabou;
o poema chorou;
o mal não há mais;
a dor não há mais.
o José não há mais...
"aqui minha poesia voa com mais liberdade"~.~.~.~.~.~.~.~.~Praia de Itaipu, Niterói- RJ - BR
AMIGOS QUE ME SEGUEM
EU O MUNDO, O MUNDO E EU
22 de junho de 2010
24 de maio de 2010
ANTEVÉSPERA DO POEMA
http://www.youtube.com/watch?v=Am84akD8zPY
sou como uma ilha, erma,
indivisível, bêbada no olhar.
deixando girar a minha volta
um mundo inalcançável.
abraçado pela imensidão do mar;
abissal,
anormal,
sobrenatural.
ando a soprar ao vento
palavras etílicas, loucas, indizíveis.
sou qual aquele homem
que veio só,
viveu só,
morreu só.
e deixou apenas
um olhar solitário,
por que a vida não o entendeu.
previa ser tudo...
foi até um semideus.
mais do que o quase nada
que sempre fui, sou ou serei.
‘o meu tempo não pára’,
não me ampara,
não repara os equívocos,
nem os danos irreversíveis.
só num curto tempo aclara;
quando já corroída a carne,
diluído sangue,
rompido ossos e cartilagens.
uma ilha inabitável.
Que dera
poder mandar parar o andar
dos malditos ponteiros
do meu relógio de pulso,
que segundo a segundo
faz questão de mostrar-se...
diacho!...
como é duro o fim.
deixar o amor, o amar,
a natureza, as coisas,
e também o próximo segundo...
esse maldito relógio de pulso...
deixo-o para quem quiser levar.
o poema sabe do que agora escrevo,
e do jeito amorfo de eu dizer as coisas,
talvez fugindo da realidade.
sei que remota é a esperança,
se ainda estou, é do que me injeto.
resistindo e morrendo... lentamente indo.
por ora; da poesia não me ejeto.
sou como uma ilha, erma,
indivisível, bêbada no olhar.
deixando girar a minha volta
um mundo inalcançável.
abraçado pela imensidão do mar;
abissal,
anormal,
sobrenatural.
ando a soprar ao vento
palavras etílicas, loucas, indizíveis.
sou qual aquele homem
que veio só,
viveu só,
morreu só.
e deixou apenas
um olhar solitário,
por que a vida não o entendeu.
previa ser tudo...
foi até um semideus.
mais do que o quase nada
que sempre fui, sou ou serei.
‘o meu tempo não pára’,
não me ampara,
não repara os equívocos,
nem os danos irreversíveis.
só num curto tempo aclara;
quando já corroída a carne,
diluído sangue,
rompido ossos e cartilagens.
uma ilha inabitável.
Que dera
poder mandar parar o andar
dos malditos ponteiros
do meu relógio de pulso,
que segundo a segundo
faz questão de mostrar-se...
diacho!...
como é duro o fim.
deixar o amor, o amar,
a natureza, as coisas,
e também o próximo segundo...
esse maldito relógio de pulso...
deixo-o para quem quiser levar.
o poema sabe do que agora escrevo,
e do jeito amorfo de eu dizer as coisas,
talvez fugindo da realidade.
sei que remota é a esperança,
se ainda estou, é do que me injeto.
resistindo e morrendo... lentamente indo.
por ora; da poesia não me ejeto.
5 de maio de 2010
PROSEANDO COM MAMÃE
Mãe, deitado aqui no seu colo, como se ainda fosse o seu menino franzino,
faz-me lembrar de quando sempre voltávamos daqueles passeios matinais.
Apenas caminhávamos sem pressa. Tua mão balançando próxima ao meu rosto,
cheirava a ‘água de rosas’, macia, segurando ternamente a minha tão miúda.
Era uma coisa tão boa de sentir, o frescor, eu que ainda não sabia o que era amor.
Sorrio; pois aqueles seus gestos marcaram, sei hoje o que representam; disponibilidade,
carinho, proteção, segurança, solidariedade. Nunca senti faltar esse amor maternal.
Expressões de amor dadas não só momentaneamente, mas a todo tempo, todo...
Acredito que vêm talvez desde quando ainda atados fomos pelo cordão umbilical.
Disse-me que eu agitava-me, pulava dentro da sua barriga quando ouvia sua voz.
Acredito! Pois ainda hoje meu coração pula forte quando tenho sua presença, mãe.
Lembro quando de um perigo eminente, sua voz de alerta soava num tom diferente.
E refeito do sobressalto, suor frio de alivio, ficava ecoando como se uma terna canção
indescritível, suave como uma brisa do mar. Juro que saído da boca de uma santa.
Igual aquela, que ficava no altar do meio, e que parecia cantar na missa dominical.
Via-a, quando me levavas a igreja. Lá estava ela, inerte. Menos o olhar; seguia-me.
Custei a acreditar em você, quando me disseste que ela era mãe do homem na cruz.
Abominava-o olhá-lo, assim; pregado, ensanguentado, morto. Eu não gostava de ir lá,
mas; penduraram-no justamente a direita do púlpito, perto da pia de água benta.
Logo que se ultrapassa a porta da entrada principal da matriz. Deus está lá até hoje.
Descíamos as escadarias. Eu, de dois em dois degraus, brincando, correndo pela ladeira,
e para eu poder esquecer aquele Senhor Morto, ias contando histórias engraçadas.
Ah! Mãe! A da galinha que escondia seus pintinhos debaixo das asas, para protegê-los...
Desculpe-me! Não consigo me lembrar se era; da raposa, do lobo mau, ou do Boitatá.
Adorava escutar as tantas outras, eram como se asas me afagando, sentia-me até aquecido.
Da natureza, me fez acreditar que os girinos do lago da praça transformavam-se em rãs,
que as casuarinas não podiam crescer próximas ao poço, pois bebiam toda a água da terra,
e que o sol e as estrelas nunca apagavam, eram os nossos olhos que se fechavam pra dormir.
O tempo passou muito depressa, não é mãe, mas foi bom a gente ainda poder conversar...
Se a senhora pensava que eu não me lembrava disso... errou, mas tens todo o direito...
Já é tarde mãe!... Vou ter que ir embora agora! Peço sua benção!
Mãe
Mãe!
Olha só que lindo!...
Ela dormiu!
2 de maio de 2010
POESIA PARA UM LONGO AMOR
ah! se eu tivesse a certeza naquele momento
que a minha voz naquela noite seria ouvida
jamais teria demorado penetrar o meu olhar
retardando o brilho dos olhos teus em minha vida.
Amor, que prazer é ter você, bela presença
Como foi bom me cegar de amor minha querida
Desde a primeira vez, foi amor a primeira vista,
naquele salão de baile que dançamos a meia luz.
Ao ter que disputá-la com tantos outros olhares,
relembro com alegria de como tudo aconteceu,
e dizer nesse poema, quão somos inseparáveis.
Rogo preservemos essa delicadeza ao fim dos dias.
Somos, mas o tempo urge célere, sob nossos pés,
virão nossas rugas, com as quais sorriremos da nostalgia.
8 de março de 2010
MULHER, SIMPLESMENTE, MULHER
havia o perfume de mil flores,
no luar, fui ao jardim; pé ante pé.
vi entre as folhagens e os espinhos,
florindo, lá estava tu, Mulher.
Mulher é insubstituível fragrância,
preservada em frasco de cristal.
é cheiro, é cio, é pura essência,
faz-me tua presa, domínio sobrenatural.
se fome e sede, de ti que me sacio,
dos teus seios, do teu colo, é prazer.
sou homem e animal, na sua teia,
envolvido nos teus braços, e querer.
Mulher canção mor contagiante,
melodia para ninar os querubins.
é murmúrio de riacho na alcova,
é desejo, e unicamente pra mim.
21 de janeiro de 2010
FAÇO POESIA PORQUE EU NÃO POSSO DIZER QUE TE AMO
Meu coração grita você.
- Ame-a. Por favor. Clemência!
Anuncie o nome desse amor,
Depois de apor as reticências.
Peço-te. Grite, pois eu não posso,
É um senão, não é demência.
Por isso guardo aqui no meu peito
Todo esse sabor, de te amar.
Perdoe se o poeta é um brejeiro,
E que sorrateiramente flerta,
Fazendo-se às vezes de menino,
Para que você não o esqueça.
Quisera que o ontem fosse agora,
Que o tempo não tivesse hora,
Para o tanto que temos a dizer,
Segundo, passa a ser demora.
Não, não posso dizer que te amo
Como grita o meu coração
Por isso faço de você poesia
No clamor da minha paixão.
SEIXO ROLADO
Pisaste,
qual se pisa
em pedras soltas.
Com cuidado,
para não ferir
seus pés.
Eu,
ingênuo
em desalinho,
desenganado
de bem querer,
permiti
seu caminhar
sobre mim,
seixo rolado.
Vidas
desapegadas,
miseráveis vidas
sem amor,
sem projetos,
sem trajetos.
Fizemos de nós
meros objetos,
no fim,
nem restos...
nem restos.
19 de janeiro de 2010
LEIA ESTE POEMA PARA MIM... AMOR
Sim. Eu já vi o mar um dia,
com suas nuances esmeraldas e brancas espumas.
Lembro também do grande céu pintado de anil,
visitado por nuvens de algodão em correrias,
e a noite; subitamente riscada pelos astros cadentes
Da janela
eu ao luar;
acotovelado no avarandado, ao estrelado breu,
namorava-te de longe sob a brisa fresca do verão.
Minha visão não te perdia como apagada agora.
Sorrio. Que bom que ainda tenho o seu perfume.
Que bom!
Amávamos livres,
campeando os prados, e os vales esverdeados,
nosso mundo; era aonde o arco-íris nascia na terra,
meus olhos a sua procura eram ágeis caleidoscópios,
mas paralisavam-se ao tentar desvendar teu corpo.
Tempos de risos, quando tuas cores eu as absorvia.
Germinou o amor em mim,
quando vi teus cabelos balançarem a minha frente,
negros, de intensos brilhos adornando o teu rosto,
quais brilhos, que sei ainda têm os olhos teus.
Quando teus lábios carmim beijavam os meus,
um misto de pudor, receio e desejo, me invadia
em silencio, emocionado,
qual veneno delicioso inoculado.
Apaixonados,
tudo envolvia cores, suores, e os dias não tinham fim.
Mas urgiu o tempo, e com ele, a relevância das palavras,
das verdades que não mais vejo e que se fazem presente;
mais tátil que visto,
mais ouvido que visto,
mais sentido que visto;
descontroladamente... fácil,
sem nada ficar perdido,
nem aquele som colorido
inserido puro na tua voz.
Mesmo com essa nebulosidade definitiva,
o poema não perdeu a canção,
a poesia ainda é um pássaro cantante,
sei das suas melodias exóticas e mutantes,
e que suas asas flanam maestrando os versos,
beijam as flores, lembrando os amores.
Salvo o afeto que tenho por ti minha querida,
e pelo olhar que tens por mim amor; perdão,
perdão por quase teres que viver reclusa.
Desde que meu mundo nublou, tu és o farol,
meu norte, meu sul, meu leste e o ocaso.
Tua boca me diz o que não mais vejo.
Preciso dos teus olhos a enxergar por mim...
É tarde...
Antes de deitar-se, amor;
leia só mais este poema para mim.
17 de janeiro de 2010
E O POETA CHOROU...
O que viste de tão maldito assim no meu eu?
Porque queres ser incomensuravelmente mais,
se o que mais queres, e eu te dou, é amor.
Acaso teu olhar foi menos malicioso como agora?
Não!
Não foi...
Não sabes o que é paixão!
Tento desviar lentamente o meu olhar do teu
para esconder o meu rosto desgastado,
palhaço,
envergonhado,
como um menino e suas lágrimas,
mentindo como todo poeta mente o seu amar.
Entrego-me desgostoso aos seus vis julgamentos.
Se quiseres,
rasgo a minha máscara de servil amante,
E assim como um demente, me desfaleço aos teus pés,
Encorajado pelo amor,
mesmo que aches covardia,
mesmo que o meu pranto pra você seja excitante...
Sem você eu vou chorar.
Sei que vou chorar a todo instante.
MARCAS DE VERÃO
Meu olhar;
voou na madrugada até o seu amanhecer.
Minhas mãos, asas viajantes e exaustas,
antes absortas à pena e a folha de papel,
agora debruçam sobre teu desnudo corpo,
perfumado à Absinto e marcado de verão,
os sinais de prazer expostos ao meu olhar.
Meus dedos;
bêbados da boemia, atraídos pela sua poesia,
vão passeando nos teus róseos vales úmidos
e pelas sombras vivas das tuas entranhas,
aos espeleotemas nunca dantes explorados,
de virgem, ainda desprovida de gemidos.
É cedo;
enquanto o novo dia não chega até mim,
deixo vir o calor do sol que de mim emana,
abraço ternamente minha estrela da manhã,
e na nossa cama, habitat dos nossos amores,
jardim em flores, em constelação reluz.
Meu enredo,
é no nosso palco de amor, cores e cheiros,
gostos que nossas céleres línguas degustam
como animais selvagens livres na savana.
Só o brilho de ti reluz, estrela da manhã,
bela presença diurna no meu desejo afã.
Nosso enlevo;
esvai-se em versos, e nada mais é dito.
Explodem os sentimentos em festivais.
Nos teus negros cabelos, me emaranho,
tu nos meus, corpos em frêmitos, arranhos,
fazendo amor aos primeiros raios de luz.
Estrela e Sol brilhando num lindo ritual.
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P R Ê M I O D A R D O S
Agradeço esta distinção significativamente importante. Pelo prêmio em si, incentivador, assim como; pelo grande prazer de eu ter sido indicado a recebê-lo por iniciativa da poetisa Helen De Rose, que vê no meu trabalho, a possibilidade das minhas modestas contribuições crescerem em prol da escrita, pelos contos, prosas e poesias.
EDIÇÕES, PREMIAÇÕES
'ANTOLOGIA' - "TRAGO-TE UM SONHO NAS MÃOS"
Poesia infantil: Plum, Ploc, Trec, Blem... Viva!
Poesia infantil: Fadas meninas
Poesia infantil: O nariz do pirilampo
Temas Originais Editora - Coimbra, Portugal, 2010
ANTOLOGIA DOS 7 PECADOS
Sobre a 'GULA' : Beijo, Goiabada e queijo
ESAG - Edição BlogToh - Barcelos - Portugal, 2010
ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS - 49° Volume
Poesia: Faço poesia porque eu não posso dizer que te amo
http://www.camarabrasileira.com.pc49.htm/ - Rio de Janeiro - RJ
ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS – 46° Volume
Poesia: “Tango a La Rubra Rose” - 2008
www.camarabrasileira.com/pc46.htm - Rio de Janeiro - RJ
ANTOLOGIA DE POEMAS DEDICADOS Edição - 2008
Poesia: “Escrita vazia” - 2008 www.camarabrasileira.com/poemasdedicados2008.htm - Rio de Janeiro - RJ
ANTOLOGIA DE CONTOS FANTÁSTICOS -14° Volume Conto: “O mar está pra peixe, feliz Ano Novo” - 2008
www.camarabrasileira.com/contosfantasticos14.htm - Rio de Janeiro - RJ
ANTOLOGIA POÉTICA, POESIA DA METRÓPOLE
Poesia: "Comparação" - 1991
Litteris Editora - Rio de Janeiro - RJ
DECLARAÇÃO DE AMOR
'Prefácio' , 2010
Câmara Brasileira e Jovens Editores - Rio de Janeiro - RJ
EPISÓDIOS GEOMÉTRICOS (O Livro das Crônicas)
'Posfácio' , 2011
Temas Originais Editora - Coimbra - Portugal
I ENCONTRO DE ESCRITORES - ANDEF
'Palestrante', 2010
Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos
Poesia infantil: Plum, Ploc, Trec, Blem... Viva!
Poesia infantil: Fadas meninas
Poesia infantil: O nariz do pirilampo
Temas Originais Editora - Coimbra, Portugal, 2010
ANTOLOGIA DOS 7 PECADOS
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Poesia: “Escrita vazia” - 2008 www.camarabrasileira.com/poemasdedicados2008.htm - Rio de Janeiro - RJ
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