AMIGOS QUE ME SEGUEM

EU O MUNDO, O MUNDO E EU

16 de junho de 2008

NO BALANÇO DO BALAIO


No compasso
Dos teus passos
Vou seguindo pelo paço
Meto o olho de soslaio
Nesse teu lindo regaço.

Faceira vai minha morena
No balançando do balaio
Eu tropico
Quase caio
Por falta de atenção.

Ela toda oferecida
Chamando a freguesia
Com palmas e gritaria
Fez-se grande ajuntamento
Era isso que queria.

Vender suas guloseimas.
Quebra-queixo,
E cuscuz,
Cocada bem gostosinha,
Tem da preta, tem da branca,
Também da misturadinha.

Da freguesia os aplausos
O balaio sai do tripé
O dia está encerrado
Ela contando as moedas
Eu, ela o balaio, e a pé.

Mas deixa estar morena
Pelo teu amor não falho
Não sou de negociar
Faço tudo que quiser
Pra carregar o teu balaio.

15 de junho de 2008

DEDOS, MEDOS



Prece.
mãos
postas,
palma
com
palma,
medo
dos
dedos.

Irmãos
sobrepostos,
irmãos
gêmeos,
iguais.
Dedos
com
dedos.

De
dois
em
dois;
polegar,
indicador,
médio,
anelar.

Mínimo;
dois
de
cada
dedo.
O
medo.

Da
mão
destra
que
indica
o
dedo
que
não
presta.

Da
outra
mão
mestra,
que
o
dedo
empresta.

O
dedo
da
mão
que
não
rouba,

Ao
dedo
da
mão
que
seqüestra.

Ao
dedo
que
aperta
o
gatilho.

mata
tudo
que
resta.
e
presta.

AMOR DA GENTE



Caminhei e cheguei até no horizonte,
Mas lá não encontrei esse tal de amor.
Mas retornei com o sol entre as minhas mãos,
Meu presente pra você querida amante.

No entanto um insatisfeito que eu sou,
Garimparei um tesouro pra minha amada.
Uma pedra, pra ornar seu vale, meu altar,
Divina deusa, minha eterna namorada.

E se achares não ser uma prova de amor,
Escalarei a mais alta das montanhas.
Pedirei ajuda as estrelas mais próximas,
O brilho maior para a estrela minha.

Uma espera talvez não me contente,
Eu, que desejo as coisas sempre urgentes,
Decidi, roubarei a lua cheia esta noite,
Pra enluarar logo, o amor da gente.

ÁGUAS CALMAS



A partir de hoje não agitarei minhas águas,
Não há mais neblina encobrindo esse enlace.
Quero as nuvens do céu refletindo em mim.
É meu desejo que seus olhos vejam minha face.

Vem, emirja nua e alva, vestida só de alma,
Das águas calmas e cristalinas do meu ser.
Sou lago silencioso, quase sem mistérios meus,
Foram desvendados, todos, mergulhos seus.

Não impedirei as suas incursões abissais,
Nesse meu mundo submerso sem tempestades.
Enquanto estiveres em mim, te darei prazer,
Sentirá em sua tez, o desejo que te apraz.

Deixaras de pensar mim, submersa em mim,
Afagarei teu corpo com minhas águas cálidas.
Ficarás embriagada, nos tons verde-azulados,
Submersa em mim, só pensarás em mim.

Saciarás tua sede de tudo que o meu ser pode dar,
Meus elementos te envolverão em corpo inteiro.
Serão afagos com carinho, amor e muitos beijos,
Dê-me você, pra minhas águas te fertilizar.

TEIA



Quando a noite apaga de vez o crepúsculo,
Surge envolto em seu negro manto, sem acuro.
O espectro no comando dos seus carnais instintos,
Arqueia o corpo, faz dele um projétil certeiro no íntimo,
Anulando toda reação de força com um olhar obscuro.
Sedução!

Exala a cada passo o perfume dos desejos aflorados,
Soltando no ar o hálito do gozo que confundi os tinos.
Ser a presa sob o jugo da teia, tecida ardilosamente,
Seduzida e saciada dos desejos de toda tua vontade,
Em delírios de amor recompensados, em ais e hinos.
Dominação!

A alcova-teia te atrai ornada com gotas de orvalho morno,
Misturando-se com a sudorese que brota dos teus poros.
Nos teus olhos, o êxtase, brilho inconfundível do prazer.
Do ritual animal, a parte mais significativa do ato, o coito.
E o corso das línguas permitidas galopando no teu dorso.
Sujeição!

Das trevas inanimadas preparando-se para o retorno ao caos,
Da vida, da morte, azar e sorte, prisioneiro das circunstâncias.
Fecha-se em concha para abafar o pranto que teima em vir,
Perde o poder do veneno, este, eficaz na carne, nulo no amor,
Caindo por terra a arrogância, prostrando-se brando a paixão.
Sublimação!

12 de junho de 2008

IMPLODE CORAÇÃO


Tu és o cálice que meus lábios não tocaram ainda,
Há sombras, impedindo eu conseguir os meus desejos.
Redimirei-me do sopro frio das minhas tácitas palavras,
Aquecerei com beijos, todos os seus descontentamentos.

Vem amor, encurta a distância da minha e a tua boca,
Atice o fogo da paixão, faz-me gritar, até a voz rouca.
As taças estão na mesa, brindaremos, a nós, amantes,
E em sussurros quero que digas: Amo-te; e que eu ouça.

A minha fome e sede só alimentam-se desse teu amor,
Rios outros aos meus pés águas a que não me cedo,
Se somente de suas palavras de amor, sôfrego eu bebo.

Reside em mim um amor que eu senti haver desde o início,
Nos versos trocados, envolvidos na mais bela e pura emoção,
Sim. Amo-te muito, minha querida... Até implode meu coração.

20 de maio de 2008

LÍRIO NEGRO E AMARGO


Não há mais tempo,
Ressurjo da terra insana,
Onde o lírio brotou negro.
Aquela que me enterrastes,
Achando que derradeiro era.

Não há mais tempo.
E sem arrependimento, de nada.
Nem quando fui mais poético.
Agora, o desgosto é todo seu,
E o reclame é patético.

Perdão, por que eu pedir?
Implorar que eu te ame!
Rirei com todo o escárnio
De esse teu pensar de mim,
Dane-se se assim pensas.

Vomitarei tuas palavras,
Enganarei seus versos,
Rasgarei seus poemas,
Não te darei o regresso
Para dentro de mim.

Da escuridão surgi.
Sorrateiramente voltei,
Pra cumprir meu propósito.
Provar que me livrei de você,
Dessa sobrevida nefasta.

Dos meus olhos de luz,
Agora só um olhar perdido.
Sem nojo do teu cuspo,
E dos vermes em mim
De onde o fogo reluz.

Não, não há mais tempo.
Expus-me à lua.
Decompus-me,
Retornei, em paz
Para virar, pó.

19 de maio de 2008

MINHA BELA VAGABUNDA


Até hoje eu me pergunto,
Qual mulher se deve amar?
Já que essa que eu tinha,
Traiu-me, Iludiu-me, fez chorar.

No começo fiz mil planos,
Por ela, incentivado,
Tudo era tão verdade,
Que me vi apaixonado.

Por tal, não ligava os fatos,
E nem sei se eu queria,
Descobrir quem ela era.
De amor e prazer sabia.

Que verdadeiro motivo,
Fez-me tanto resistir,
Incrivelmente amando,
Essa bela vagabunda.

Que decidiu me esquecer,
Num imprevisível fim,
Soubesse eu que assim seria,
Deixava-a longe de mim.

16 de maio de 2008

DESABAFO DO DIÁRIO


Amada, a face oculta ou não sob o pano de fundo,
Faz-se impossível eu chorar toda a sua dor.
Sem distância entre sua pena e minha folha rosto,
Aqui estou eu com expressão guardando a sua arte.
Imensuráveis, as páginas da sua vida que me confiastes,
Mais que você, amei-as, sorri e chorei-as por ti cada dia.
Enquanto seguias feliz seu caminho, não me escrevias,
Esqueceu-me. Revendo-me casualmente em noites frias.
O seu aniversário, dia que eu destaco com carinho,
Ano após anos acolhi em mim, nas folhas amareladas,
Numa solidão que eu aceito pela minha condição de ser,
O seu diário, relicário das suas emoções, e da sua vida.
Abra-me e reveja quão felizes fomos quando me acarinhavas,
Em cada linha escrita está o sol do sorriso, o calor das mãos.
O úmido das suas lágrimas que marcou-nos indelevelmente,
Permanecendo até hoje como sinal da nossa cumplicidade.
Venha a mim querida minha, abro-me novamente, leia-me.
Não deixarei que sua solidão, manifeste incertezas vãs.
Guardei-me para você, agora não me despreze mais, alie-se,
Encontrará em mim o regresso, pois nunca me esqueci do seu dia.
Sou o seu presente, fui seu passado, serei seu futuro,
Hoje obscuro, pelo ingresso da sensação de perda.
Mas sorria novamente amada, ainda tenho muitas páginas,
E essa é a mais especial, pois os parabéns eu lhe dedico.
E até daqui a um segundo,
Um minuto,
Uma hora,
Ou mais trezentos e sessenta e cinco dias.

13 de maio de 2008

GAROTO DE PROGRAMA


O que queres de mim?
Prazer,
Prazer,
Ou prazer?

Diga o queres que eu faça,
Podes até fingir que me amas,
Serei o que me pagares,
Para me usar umas horas.

E tudo que vier de mim,
Tu sabes, serás enganada,
Ah! Não eram seus planos?
Pois errou, ledo engano.

Aprenda a ser mais realista,
Nunca ridícula, seja artista,
Por isso para me ter, pague,
Sou do sexo, sem desejo.


No preço, não incluo beijos,
Nem usarei seus adereços.
E é proibido falar de amor,
Senão, terás meu total desprezo.

Vá, deite-se logo na cama,
Espalhe-se como uma rameira,
Eu não tenho a noite inteira,
Sou um garoto de programa.

E por isso é que eu sou caro,
Muito caro, não engano,
Esqueci do amor totalmente,
Fortuna. Meu único plano.

P R Ê M I O D A R D O S

P R Ê M I O     D A R D O S
Agradeço esta distinção significativamente importante. Pelo prêmio em si, incentivador, assim como; pelo grande prazer de eu ter sido indicado a recebê-lo por iniciativa da poetisa Helen De Rose, que vê no meu trabalho, a possibilidade das minhas modestas contribuições crescerem em prol da escrita, pelos contos, prosas e poesias.

EDIÇÕES, PREMIAÇÕES

'ANTOLOGIA' - "TRAGO-TE UM SONHO NAS MÃOS"

Poesia infantil: Plum, Ploc, Trec, Blem... Viva!

Poesia infantil: Fadas meninas

Poesia infantil: O nariz do pirilampo

Temas Originais Editora - Coimbra, Portugal, 2010



ANTOLOGIA DOS 7 PECADOS

Sobre a 'GULA' : Beijo, Goiabada e queijo

ESAG - Edição BlogToh - Barcelos - Portugal, 2010




ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS - 49° Volume

Poesia: Faço poesia porque eu não posso dizer que te amo

http://www.camarabrasileira.com.pc49.htm/ - Rio de Janeiro - RJ



ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS – 46° Volume

Poesia: “Tango a La Rubra Rose” - 2008

www.camarabrasileira.com/pc46.htm - Rio de Janeiro - RJ



ANTOLOGIA DE POEMAS DEDICADOS Edição - 2008

Poesia: “Escrita vazia” - 2008
www.camarabrasileira.com/poemasdedicados2008.htm - Rio de Janeiro - RJ



ANTOLOGIA DE CONTOS FANTÁSTICOS -14° Volume Conto: “O mar está pra peixe, feliz Ano Novo” - 2008

www.camarabrasileira.com/contosfantasticos14.htm - Rio de Janeiro - RJ



ANTOLOGIA POÉTICA, POESIA DA METRÓPOLE

Poesia: "Comparação" - 1991


Litteris Editora - Rio de Janeiro - RJ



DECLARAÇÃO DE AMOR

'Prefácio' , 2010

Câmara Brasileira e Jovens Editores - Rio de Janeiro - RJ



EPISÓDIOS GEOMÉTRICOS (O Livro das Crônicas)

'Posfácio' , 2011

Temas Originais Editora - Coimbra - Portugal



I ENCONTRO DE ESCRITORES - ANDEF
'Palestrante', 2010
Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos

ENTREVISTAS - MENÇÃO QUALIDADE PROSA FEVEREIRO 2009

Site de Poesia

Luso-Poemas - Poemas de amor, cartas e pensamentos

Site de Poesia

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