AMIGOS QUE ME SEGUEM

EU O MUNDO, O MUNDO E EU

24 de junho de 2008

SONHOS MORTOS

Um soco
na noite,
pernoite
da morte,
no frio
das ruas
da cidade.

O soco
no estômago,
do frio
da fome,
do oco
das vísceras,
dos sem nomes

Da morte
que mata,
na espera
da imagem,
do gosto
da vida,
Sem acuidade.

Nos olhos
dos homens,
os sonhos
de criança,
que nascem,
e morrem.
Sem a verdade.

A PARTIDA

Não me beijou.
por último,
Só breve aceno.
Ela partiu
Com um ar sereno.

Falta de amor.
Quando sim,
Sem calor
E zelo.

Agora
Só quero
Um copo,
Bem cheio.

E por favor,
Sem consolo.
E nada de água,
Nem gelo.

SÓ UMA PALAVRA

Não foi
Mais deprimente,
Que o dedo em riste,
Indicando
A rua.

Tua arrogância sim.
Despiu
Minha palavra.
Agora, nua.

Que adormecida,
Não mais voou
Nem encantou,
Ficou muda.

Tua palavra sim.
Foi desencanto
Matou pensamentos
Direção... Nenhuma.

Apagou horizontes,
Cegou expectativas,
Só com a palavra.
Saída da tua boca.

Suma!

E AGORA?




O que queres
Que eu faça!
Se teus olhos
Teimosos
Instalaram-se
Nos meus.

Dos teus faço o pranto,
Pra que molhes
O meu manto,
Para que tenhas
Nos meus braços.
O acalanto.

O que queres
Que eu faça.
Se minha boca
Quer tua boca
Numa festa louca.
De vícios pra mim.

Eu até me escravizo.
Vendo-me sem troco.
Pra ter o teu corpo,
No meu jardim de libido,
Matar-te de prazer.
Ou eu morto.

Que queres
Que eu faça!
Se teu nome
É Desejo.
Que eu como e bebo
Igual a cachaça.

JARDINEIRO DO AMOR

De menestrel e boêmio,
Tornei-me um jardineiro,
Pra abraçar as minhas flores,
E afagá-las com carinho.

Sou jardineiro, sim senhor,
Semeio luares e paixões,
Planto e replanto amores,
Com as minhas poesias.

Que seja ela é uma rosa,
Ou simplesmente um jasmim,
Flor perfumada como o cravo,
Ou não tão amor-perfeito assim.

Meu poema não vai dar preferências,
Pra quem vir, florir o meu jardim.
Doar-me-ei, de minha mão, a minha pena,
Pra ter delas... Um único sorriso pra mim.

MENINA AMOR

Amor
De menina,
Meninamor
Flormenina.

Mulher flor
Que é verso
É poema
E é poesia de amor.

Zum, zum, zum...
Voa...
Voa...
Beija-flor.

Beije por mim
A menina,
Minha mulher
Pequenina.

Também.
Minha
Única
Flor.

A VIA

Aonde vai menina?
Oh! Menina aonde vai?
Eu vejo que tu caminhas,
Pela estrada
Que foi minha,
E que eu passei
Há tempos, faz.

Aonde vai menina?
Oh! Menina aonde vai?
Continue caminhando,
Pise firme nessa estrada,
Ela é a via da esperança,
Que eu deixei bem lá atrás.

...DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL, PÁTRIA AMARGA...




Pátria, mãe.
É civismo respeitá-la,
Assim como a bandeira estrelada,
Cada estrela bordada, uma casa,
Seja de brasileiro ou estrangeiro.
Gente que não pode ser escarrada
Mal amada, e infeliz.

Pátria dos seus filhos pobres,
Queimados nas praças frias,
Enquanto os políticos em Brasília,
Só discursos pra plebe
Palhaça.
Que ri, mas sem ter;
Um motivo para tal.

Sim, é amada, reconheço,
É minha pátria meu berço,
Também dos meus
E dos seus.
Mas na divisão dos bens
Nem um terço.
Só dão a nós o que convém


Pátria amarga.
Com suas crianças na rua,
Anos passando, sem escola,
Quando há, paredes nuas,
Sem carteiras pra sentar,
Nem merenda para comer,
Quanto mais, uma professora.

Pátria, pátria, pátria minha!
Quantas superficialidades,
Tantos cultuando nulidades,
Envergonhando as cores
Dos filhos deste teu solo
Onde tu és a mãe gentil,
Pátria amarga... Brasil

23 de junho de 2008

VIDA SEM VINHO, VIDA SEM GRAÇA!



Natureza;
Vida
Alma,
Amor,
E oração.

Das parreiras;
Uvas,
Pés,
Mosto.
E, fermentação.

Das garrafas;
Vinho,
Cor,
Buquê,
E, degustação.

Da vida;
Sem alma,
Sem pés,
Sem buquê.
É compaixão.

Dos beijos;
Sem amor,
Sem vinho,
Sem cor.
É sem emoção.

Do Fado;
Sem guitarra,
Sem lágrimas.
Sem vinho
Na taça,
E sem canção.
É vida sem graça.

Classificado em 42° lugar no XI Concurso do Luso-Poemas "O vinho" 06/2008

VIDEIRAS DOURADAS

*Taberneiro!
Que venha logo o vinho!
Que não seja na caneca,
Nem tampouco no copo,
Desejo que seja na taça.
Quero beber nesta praça,
Antes de seguir caminho
Pra terra da felicidade.

Diga-me lá meu amigo,
De quais parras advêm,
Estes deliciosos vinhos,
De frutados com buquê?
Estas preciosidades!
De Oinos patrão de Estáfilo,
Ou dos guarabares nobres?

Não me respondas agora.
Traga outra prova de vinho,
Encha bem a minha taça,
E deixe na mesa a garrafa.
Conversaremos. Eu e ela.
Vou já saber a procedência
Deste néctar do pecado.

Taberneiro, agora diga;
De qual mesmo é o destino,
De tão maravilhoso vinho,
Que coloriu minha taça,
Manchando de sulferino,
Essa minh’alma de menino,
Que só bebe por prazer.

*Ora pois, caro senhor!
Cá são terras de Anadia,
Grande região da Bairrada.
Os vinhos daqui nascidos
Vem de videiras douradas,
De mãos de gente hospitaleira,
Que a terra sabe lavrar.

Então irmão taberneiro,
Já estou na terra do vinho!
Tu servias-me, nada dizias-me,
Mas algo de bom eu sentia,
Um amor, e um bem estar profundo.
De estar na terra dos meus sonhos,
É um bom motivo pra brindar.

Taberneiro!
Mais vinho...

Classificado em 28° lugar no XI Concurso do Luso-Poemas "O vinho" - 06/2008

P R Ê M I O D A R D O S

P R Ê M I O     D A R D O S
Agradeço esta distinção significativamente importante. Pelo prêmio em si, incentivador, assim como; pelo grande prazer de eu ter sido indicado a recebê-lo por iniciativa da poetisa Helen De Rose, que vê no meu trabalho, a possibilidade das minhas modestas contribuições crescerem em prol da escrita, pelos contos, prosas e poesias.

EDIÇÕES, PREMIAÇÕES

'ANTOLOGIA' - "TRAGO-TE UM SONHO NAS MÃOS"

Poesia infantil: Plum, Ploc, Trec, Blem... Viva!

Poesia infantil: Fadas meninas

Poesia infantil: O nariz do pirilampo

Temas Originais Editora - Coimbra, Portugal, 2010



ANTOLOGIA DOS 7 PECADOS

Sobre a 'GULA' : Beijo, Goiabada e queijo

ESAG - Edição BlogToh - Barcelos - Portugal, 2010




ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS - 49° Volume

Poesia: Faço poesia porque eu não posso dizer que te amo

http://www.camarabrasileira.com.pc49.htm/ - Rio de Janeiro - RJ



ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS – 46° Volume

Poesia: “Tango a La Rubra Rose” - 2008

www.camarabrasileira.com/pc46.htm - Rio de Janeiro - RJ



ANTOLOGIA DE POEMAS DEDICADOS Edição - 2008

Poesia: “Escrita vazia” - 2008
www.camarabrasileira.com/poemasdedicados2008.htm - Rio de Janeiro - RJ



ANTOLOGIA DE CONTOS FANTÁSTICOS -14° Volume Conto: “O mar está pra peixe, feliz Ano Novo” - 2008

www.camarabrasileira.com/contosfantasticos14.htm - Rio de Janeiro - RJ



ANTOLOGIA POÉTICA, POESIA DA METRÓPOLE

Poesia: "Comparação" - 1991


Litteris Editora - Rio de Janeiro - RJ



DECLARAÇÃO DE AMOR

'Prefácio' , 2010

Câmara Brasileira e Jovens Editores - Rio de Janeiro - RJ



EPISÓDIOS GEOMÉTRICOS (O Livro das Crônicas)

'Posfácio' , 2011

Temas Originais Editora - Coimbra - Portugal



I ENCONTRO DE ESCRITORES - ANDEF
'Palestrante', 2010
Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos

ENTREVISTAS - MENÇÃO QUALIDADE PROSA FEVEREIRO 2009

Site de Poesia

Luso-Poemas - Poemas de amor, cartas e pensamentos

Site de Poesia

Buffering...