Vou te falar seu moço,
Sem fazer muito alvoroço,
Nunca ouvi tanta sandice,
Defenderei sem muito esforço.
É certo nem todos gostam,
Nem são obrigados a gostar,
Mas é quase uma indecência,
Do que é rimado, mal falar.
Gosto de poesias com rimas,
É dela que se anima o povo,
Desde a cantoria ao cordel,
Verdadeiras obras primas.
Versos festivos, declamados,
Escritos bem trabalhados,
Feito por gente bem simples,
Poetas, sem terem estudado.
E rimando faz-se à festa,
Sanfona, violão e seresta,
Pinga, Rapadura e macaxeira,
É pouco, mas pro povo presta.
Desculpem minha escassa eloqüência,
Peço, tenham a santa paciência,
Com as poesias, e os poemas rimados,
Tenho dito.
Até breve, e obrigado.
"aqui minha poesia voa com mais liberdade"~.~.~.~.~.~.~.~.~Praia de Itaipu, Niterói- RJ - BR
AMIGOS QUE ME SEGUEM
EU O MUNDO, O MUNDO E EU
29 de novembro de 2007
28 de novembro de 2007
A VIDA EM TRÊS ATOS - Série: Andanças
ATO I
Mocidade!
Linda idade!
Tanta incerteza ainda.
Tudo que existe é encantado,
Deslumbra-se o ser vivente,
Do que faz, nada é finito,
E tudo que tem, lhe apraz.
Frente a frente com a verdade,
Divaga uma realidade,
Que não consegue enxergar.
Ao menor dos elogios,
Transforma-se exuberante,
E num trono quer sentar,
Criando mil fantasias,
Querendo que o mundo seja,
Como é o seu pensar.
Desconhece o perigo,
Próprio da pouca idade,
Chora pra defender-se,
De qualquer dificuldade.
Mocidade!
Linda Idade!
Que alegria relembrar.
Mocidade!
Linda idade!
Tanta incerteza ainda.
Tudo que existe é encantado,
Deslumbra-se o ser vivente,
Do que faz, nada é finito,
E tudo que tem, lhe apraz.
Frente a frente com a verdade,
Divaga uma realidade,
Que não consegue enxergar.
Ao menor dos elogios,
Transforma-se exuberante,
E num trono quer sentar,
Criando mil fantasias,
Querendo que o mundo seja,
Como é o seu pensar.
Desconhece o perigo,
Próprio da pouca idade,
Chora pra defender-se,
De qualquer dificuldade.
Mocidade!
Linda Idade!
Que alegria relembrar.
ATO II
Média idade!
Linda idade!
Bem dura de enfrentar.
Inevitável seqüência,
Cuja passagem é tão curta,
De tudo é difícil lembrar.
Os passos parecem alados,
Nos deixamos envolver,
E ascender inebriados.
Dizemos ser realistas,
Com poder quase de um Deus,
Crendo poder tudo enfrentar.
Mas, à menor das desventuras,
Tropicamos as próprias pernas,
Ao ver o devaneio acabar.
E numa reversão de consciência,
Fruto de uma vivência,
Empreendemos novos rumos,
Sem ter medo de errar.
Média idade!
Linda idade!
Paixão e força pra lutar.
ATO III
Velha idade!
Linda idade!
Toda essência reunida.
Num mundo também encantado,
De real e de verdades,
Com pureza e veleidades.
Faz do fato interessante,
Talvez o mais importante,
Do tempo não se importar.
Esperando a paz do ocaso,
Dessa vida que é só uma,
E não é pra desperdiçar.
Uma fase descontraída,
Passível, e comum á todos,
Vivemos e fomos moldados.
Vai-se o tempo, é notório,
Independente da idade,
Então comece a exercitar.
Pois todo novo é meio velho,
Todo velho e meio novo,
Todos eles sabem amar.
Velha idade!
Linda idade!
Eu queria chegar lá.
27 de novembro de 2007
CONSUMIÇÃO - Série: Por Ai aQui e aLi
Meu desejo de te querer,
Está me matando.
Devagar,
Bem aos poucos.
Teu olhar,
Desviando do meu.
Envenena-me,
Queres-me louco?
Que amor indeciso,
É este teu, amor!
Fico em silêncio,
Dele, eu preciso.
Até quando agüentar,
Tua encenação.
Ou fique,
Ou vá,
O que resta de mim,
É pouco.
Está me matando.
Devagar,
Bem aos poucos.
Teu olhar,
Desviando do meu.
Envenena-me,
Queres-me louco?
Que amor indeciso,
É este teu, amor!
Fico em silêncio,
Dele, eu preciso.
Até quando agüentar,
Tua encenação.
Ou fique,
Ou vá,
O que resta de mim,
É pouco.
25 de novembro de 2007
UM SALTO NO AR E, VIDA - Série: Andanças
Saltar no ar por desatino,
Nunca,
Não para qualquer destino,
Saberei antes para onde vou?
Tenho para onde ir,
Mas não quero.
Estou sufocado, com medo.
Não sei qual o destino.
Ir ou deixar é dúvida,
Será solução para meus ais?
Sei que não.
Quero viver.
Mas com vida.
Pois ainda vejo luz,
O ar é rarefeito,
Mas com gosto de vida.
A vida me seduz.
Não sou dono de mim,
Não sou dono de ti,
Nem da vida.
A partir de agora,
Tu me comandas,
Vida.
Páginas passadas,
Rasgadas.
Horas manchadas,
Apagadas.
Vida mórbida,
Curada.
Eu preciso viver,
Até quando for preciso
E eu preciso,
De vida.
Eu irei.
A procura dela,
Seja lá onde for,
Mas,
Com vida.
Nunca,
Não para qualquer destino,
Saberei antes para onde vou?
Tenho para onde ir,
Mas não quero.
Estou sufocado, com medo.
Não sei qual o destino.
Ir ou deixar é dúvida,
Será solução para meus ais?
Sei que não.
Quero viver.
Mas com vida.
Pois ainda vejo luz,
O ar é rarefeito,
Mas com gosto de vida.
A vida me seduz.
Não sou dono de mim,
Não sou dono de ti,
Nem da vida.
A partir de agora,
Tu me comandas,
Vida.
Páginas passadas,
Rasgadas.
Horas manchadas,
Apagadas.
Vida mórbida,
Curada.
Eu preciso viver,
Até quando for preciso
E eu preciso,
De vida.
Eu irei.
A procura dela,
Seja lá onde for,
Mas,
Com vida.
22 de novembro de 2007
FEIJÃO PROLETÁRIO - Série: Andanças
Vai lá minha preta,
Vai lá.
Ponha o fogão pra esquentar.
Enfia na boca do bicho,
Umas duas achas de lenha,
Pro fogo não apagar.
Escolha os grãos do pretinho,
Que comprei com uns trocadinhos,
Junto com a couve e o toucinho.
Pegue a panela areada,
Da tampa apretejada,
E bote o feijão pra cozer.
Mas antes,
Vê se não esquece,
Ponha gordura, o bastante,
Senão o tempero empretece.
Enquanto o feijão cozinha,
Descasque algumas laranjas,
Sirva-me uma pinga da boa,
A mesa, eu vou arrumar.
Deixe o avental de lado,
E já pro meu colo pretinha,
Que eu quero te namorar.
Estou com muita saudade,
De feijão e sacanagem,
Hoje,
A gente vai se fartar.
Vai lá.
Ponha o fogão pra esquentar.
Enfia na boca do bicho,
Umas duas achas de lenha,
Pro fogo não apagar.
Escolha os grãos do pretinho,
Que comprei com uns trocadinhos,
Junto com a couve e o toucinho.
Pegue a panela areada,
Da tampa apretejada,
E bote o feijão pra cozer.
Mas antes,
Vê se não esquece,
Ponha gordura, o bastante,
Senão o tempero empretece.
Enquanto o feijão cozinha,
Descasque algumas laranjas,
Sirva-me uma pinga da boa,
A mesa, eu vou arrumar.
Deixe o avental de lado,
E já pro meu colo pretinha,
Que eu quero te namorar.
Estou com muita saudade,
De feijão e sacanagem,
Hoje,
A gente vai se fartar.
15 de novembro de 2007
FADAS MENINAS - Série: Andanças
Fadas meninas,
Poema, canção.
É Bella e Catarina,
Ou é Catarina e Bella.
Sutil a beleza delas
De fadas a meninas, vão.
Não sei qual delas
A mais bela.
Se Bella, se Catarina,
Ou Catarina e Bella.
Neste poema ficarão,
Se fadas,
Ou se meninas,
Se Bella ou Catarina,
Qual pintura de aquarela,
De igual beleza são.
Não. Não são somente minhas,
Pois é um poema, é uma canção,
Encanta, quando se encontram,
E com a beleza,
As mãos se dão.
Poema, canção.
É Bella e Catarina,
Ou é Catarina e Bella.
Sutil a beleza delas
De fadas a meninas, vão.
Não sei qual delas
A mais bela.
Se Bella, se Catarina,
Ou Catarina e Bella.
Neste poema ficarão,
Se fadas,
Ou se meninas,
Se Bella ou Catarina,
Qual pintura de aquarela,
De igual beleza são.
Não. Não são somente minhas,
Pois é um poema, é uma canção,
Encanta, quando se encontram,
E com a beleza,
As mãos se dão.
TE PERDÔO - Série: Por Aí aQui e aLi
Não impedi quando fostes,
Voltastes com rasuras,
Alma despida.
Recatas em tuas faces,
Marcas de amarguras,
Dores sem curas.
Venha!
Eu te perdôo.
Eis minhas mãos...
Vem!
Segura!
Voltastes com rasuras,
Alma despida.
Recatas em tuas faces,
Marcas de amarguras,
Dores sem curas.
Venha!
Eu te perdôo.
Eis minhas mãos...
Vem!
Segura!
9 de novembro de 2007
VIDA ESTAÇÃO - Série: Andanças
És jovem, iluminada de verões,
Desejando a cada outono inovações.
Como na vida, um inverno sempre terás,
Espere... Não terminei o meu poema!
Mas das primaveras,
Tu jamais esquecerás.
Desejando a cada outono inovações.
Como na vida, um inverno sempre terás,
Espere... Não terminei o meu poema!
Mas das primaveras,
Tu jamais esquecerás.
28 de outubro de 2007
O COMEÇO DO FIM - Série: Andanças
- Ei! Fumante,
- Aproxima-te,
- Devagar,
- Apague o cigarro, por favor!
- Vem, agora pare.
(tosse, tosse, tosse)
- Descanse agora,
- É temporário.
(tosse, tosse, tosse)
- Ó por Deus, apague-o!
- Aqui não é permitido,
- E ainda, me faz fumar contigo!
- Veja, chegamos à terra, quadra 52.
- Parece-me um bom terreno.
(tosse, tosse, tosse)
- Ó por Deus, não morra agora!
- E a lápide?
- Queres de mármore?
- Aproxima-te,
- Devagar,
- Apague o cigarro, por favor!
- Vem, agora pare.
(tosse, tosse, tosse)
- Descanse agora,
- É temporário.
(tosse, tosse, tosse)
- Ó por Deus, apague-o!
- Aqui não é permitido,
- E ainda, me faz fumar contigo!
- Veja, chegamos à terra, quadra 52.
- Parece-me um bom terreno.
(tosse, tosse, tosse)
- Ó por Deus, não morra agora!
- E a lápide?
- Queres de mármore?
16 de outubro de 2007
AMOR RAREFEITO - Série: Por Aí aQui e aLi
Andei solto, descalço por aí,
Feri meus pés a procurar por ti.
Sangrei também a minha alma, senti,
Mas diante de tanta dor, sorri.
Galguei tuas montanhas, sofri,
O ar rarefeito do teu amor revi.
Soou meu grito, e no eco eu ouvi,
Que minha alma flutuava, eu vi.
Singrei sozinho os mares, sumi,
Sem pensar em nada, deixo aqui.
Nesse mar revolto, tudo o que vivi,
E com o som da tua voz, dormi.
Sei agora choras por mim, e daí!
Não voltarei, te abortei, desisti.
Sem o calor do teu corpo, resisti.
Mas diante de tanta dor, morri.
Feri meus pés a procurar por ti.
Sangrei também a minha alma, senti,
Mas diante de tanta dor, sorri.
Galguei tuas montanhas, sofri,
O ar rarefeito do teu amor revi.
Soou meu grito, e no eco eu ouvi,
Que minha alma flutuava, eu vi.
Singrei sozinho os mares, sumi,
Sem pensar em nada, deixo aqui.
Nesse mar revolto, tudo o que vivi,
E com o som da tua voz, dormi.
Sei agora choras por mim, e daí!
Não voltarei, te abortei, desisti.
Sem o calor do teu corpo, resisti.
Mas diante de tanta dor, morri.
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P R Ê M I O D A R D O S
Agradeço esta distinção significativamente importante. Pelo prêmio em si, incentivador, assim como; pelo grande prazer de eu ter sido indicado a recebê-lo por iniciativa da poetisa Helen De Rose, que vê no meu trabalho, a possibilidade das minhas modestas contribuições crescerem em prol da escrita, pelos contos, prosas e poesias.
EDIÇÕES, PREMIAÇÕES
'ANTOLOGIA' - "TRAGO-TE UM SONHO NAS MÃOS"
Poesia infantil: Plum, Ploc, Trec, Blem... Viva!
Poesia infantil: Fadas meninas
Poesia infantil: O nariz do pirilampo
Temas Originais Editora - Coimbra, Portugal, 2010
ANTOLOGIA DOS 7 PECADOS
Sobre a 'GULA' : Beijo, Goiabada e queijo
ESAG - Edição BlogToh - Barcelos - Portugal, 2010
ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS - 49° Volume
Poesia: Faço poesia porque eu não posso dizer que te amo
http://www.camarabrasileira.com.pc49.htm/ - Rio de Janeiro - RJ
ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS – 46° Volume
Poesia: “Tango a La Rubra Rose” - 2008
www.camarabrasileira.com/pc46.htm - Rio de Janeiro - RJ
ANTOLOGIA DE POEMAS DEDICADOS Edição - 2008
Poesia: “Escrita vazia” - 2008 www.camarabrasileira.com/poemasdedicados2008.htm - Rio de Janeiro - RJ
ANTOLOGIA DE CONTOS FANTÁSTICOS -14° Volume Conto: “O mar está pra peixe, feliz Ano Novo” - 2008
www.camarabrasileira.com/contosfantasticos14.htm - Rio de Janeiro - RJ
ANTOLOGIA POÉTICA, POESIA DA METRÓPOLE
Poesia: "Comparação" - 1991
Litteris Editora - Rio de Janeiro - RJ
DECLARAÇÃO DE AMOR
'Prefácio' , 2010
Câmara Brasileira e Jovens Editores - Rio de Janeiro - RJ
EPISÓDIOS GEOMÉTRICOS (O Livro das Crônicas)
'Posfácio' , 2011
Temas Originais Editora - Coimbra - Portugal
I ENCONTRO DE ESCRITORES - ANDEF
'Palestrante', 2010
Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos
Poesia infantil: Plum, Ploc, Trec, Blem... Viva!
Poesia infantil: Fadas meninas
Poesia infantil: O nariz do pirilampo
Temas Originais Editora - Coimbra, Portugal, 2010
ANTOLOGIA DOS 7 PECADOS
Sobre a 'GULA' : Beijo, Goiabada e queijo
ESAG - Edição BlogToh - Barcelos - Portugal, 2010
ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS - 49° Volume
Poesia: Faço poesia porque eu não posso dizer que te amo
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ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS – 46° Volume
Poesia: “Tango a La Rubra Rose” - 2008
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ANTOLOGIA DE POEMAS DEDICADOS Edição - 2008
Poesia: “Escrita vazia” - 2008 www.camarabrasileira.com/poemasdedicados2008.htm - Rio de Janeiro - RJ
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Poesia: "Comparação" - 1991
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